Posts Tagged ‘ arte ’

Virada Cultural 2010 – Programação

Saiu a programação da Virada Cultural 2010, evento que será realizado entre os dias 15 e 16 de maio. Com diversas atrações internacionais, além de muita música brasileira e eventos dos mais variados tipos, o evento espera reunir mais de 3 milhões de pessoas entre as 24 horas ininterruptas de muita arte e cultura, tudo de graça.

Segue a programação completa (para a capital):

PRAÇA JULIO PRESTES
(Av. Duque de Caxias, próximo a Sala São Paulo)

18h Barbarito Torres e Ignacio Mazacote (Cuba)
21h Zélia Duncan
00h Céu
03h Living Colour (Eua)
06h Instituto e Z’África Brasil
09h Palavra Cantada
12h Toquinho
15h ABBA – the Show (Suécia -Inglaterra)
18h Cantoria – Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo

PRAÇA DA REPÚBLICA
(Próximo à av. Ipiranga, virado para a Rua do Arouche)

19h Paulo Vanzolini
21h Nelson Sargento
23h Baile do Simonal – Wilson Simoninha e Max de Castro
01h Jair Rodrigues
03h Elza Soares e Sandália de Prata
05h Orlandivo e Clube do Balanço
07h Terreirão do Sobral
09h Almir Guineto
11h Reinaldo, o Príncipe do Pagode
13h Leandro Sapucay
15h Arlindo Cruz
17h Germano Mathias e Dicró

BULEVAR SÃO JOÃO
(Vale do Anhangabaú)

19h Hermeto Pascoal
21h Airto Moreira
23h Booker T (Eua)
01h The Temptations – Feat. Glenn Leonard (Eua)
03h Orquestra Popular de Frevo do Recife
05h Edy Star – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista
Apresenta Sessão das Dez
07h Nei Lisboa
09h Nito Mestre (Sui Generis -Argentina)
11h Tatit, Wisnik e Nestrovski
13h Grupo Medusa
15h Flora Purim
17h Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz

VIEIRA DE CARVALHO
(Lgo. do Arouche, virado para a Av. Vieira de Carvalho)

19h Arrigo Barnabé – Caixa de Ódio: o Universo de Lupicínio Rodrigues
21h André Abujamra – Desengonçalves, Canções de Nelson Gonçalves
23h Frank Elvis & los Sinatras – Bailinho
01h Sidney Magal
03h Luis Caldas
05h Double You
07h Brothers of Brazil
09h Valdirene
11h Jerry Adriani
13h Angelo Maximo
15h Vanusa
17h Wanderléa

AV. SÃO JOÃO
(Av. São João, próximo a Rua General Osório, virado para a Av. Ipiranga)

20h Grand Mothers – Re:invented
22h Big Brother & the Holding Co.
00h Patrulha do Espaço
01h30 L.A. Guns
03h30 Carnavelhas – Tributo a Adoniran Barbosa
05h30 Krisium
07h30 Imbyra
09h30 Pitty
11h30 CPM 22 – Só Ramones
13h30 Raimundos
15h30 Pequeno Cidadão
17h30 Titãs

BARÃO DE LIMEIRA
(Alameda Barão de Limeira)

19h Orquestra Brasileira de Música Jamaicana
21h Pablo Moses (Jamaica)
23h Cidade Negra e Alexandre Massau – “Que assim seja”
01h Fully Fullwood (Jamaica)
03h Planta e Raiz
05h Tribo de Jah
07h Djambi
09h Pedra Rara
11h Leões de Israel
13h Mano Bantu
15h Clinton Fearon (Jamaica)
17h Big Youth (Jamaica)

CASPER LÍBERO
(Washington Luís)

19h Juliana Kehl
20h40 Detetives
22h20 Tulipa Ruiz
h Dudu Tsuda
01h40 Cacau Brasil
03h20 Comma
05h Naná Rizzini
06h40 Banda Dc
08h20 Rodrigo Campos
10h Sambô
11h40 Rubra Pop Show
13h20 Karina Buhr
15h Sweet Flavour Band
16h40 Mallu Magalhães

CASPER LÍBERO
(Mauá)

18h10 Musica do Mato (MT)
19h50 Caldo de Piaba (AC)
21h30 Black Drawing Chalks (GO)
23h10 Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
00h50 Galinha Preta (DF)
02h30 Plastique Noir (CE)
04h10 Baba de Mumm-Rá (TO)
05h50 Vendo 147 (BA)
07h30 Hey Hey Hey (RO)
09h10 4Instrumental (MG)
10h50 Aeromoças e Tenistas Russas (SP)
12h30 Nervoso e os Calmantes (RJ)
14h10 Terra Celta (PR)
15h50 Rinoceronte (RS)
17h30 Cabruêra (PB)

24 HORAS DE MARCHINHAS DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA
(Lgo da Misericordia)

18h Banda Estrambelhados
21h Grupo Paranga
00h Lokomotiva Kabereca
03h Confrete
06h Quar de Mata
09h Tânia Moradei e Banda
12h Sincopado
15h Familia Santos
17h Charanga do Quadô

PÁTIO DO COLÉGIO: Palco do eu sozinho

19h Nô Stopa
20h30 Edvaldo Santana
22h Swami Jr.
23h30 Tião Carvalho
01h Ricardo Trip
02h30 Wesley Nóog
04h Thiago Lopes
05h30 Sandro Casanova
07h Bêca Arruda
08h30 Germano Porto Leite
10h Paulo Maradei
11h30 Tchello Palma
13h Bernardo Pellegrini
14h30 Ricardo Barros
16h Iara Rennó
17h30 Alzira E

PALCO PARA UMA PESSOA SÓ
(R. dos Timbiras com São João)

18h Marta Froes
20h Mauricio Sant’anna
22h Lafaiete Junior
00h Junior Meirelles
02h Renato Tupã
04h Paulinho Dias
06h Kitu Yang
10h Demetrius Lulo
12h Janaina Theodoro
14h Fabio Pereira
16h Claudia Romano

PISTA SÃO FRANCISCO
(Largo São Francisco)

20h Grace Kelly Dum
22h E – Cox – Live
00h Sabrina Tome
02h Du Serena
04h Rica Amaral
06h Snoop
08h Jollan
10h Marcelo D Sá
12h Mau Mau
14h Ramilson Maia
16h Dj Andy

PISTA SÉ
(Praça da Sé)

18h João Fonseca
20h Jonas Rosio
22h Gui Milani
00h Ritmo Live!
01h V.falabella
02h30 Swarup
04h30 Demonizz Live!
05h30 Edu Vs Dicksha
07h30 Zaghini
09h30 Burn In Noise
10h30 Deutsch
12h Aerospace Live!
13h Vidigal
15h Ticon Live!
18h Rafael Noronha & Re Dupre

PISTA SÉ
(Catedral da Sé)

18h Hermes – Laborg

PISTA SANTA EFIGÊNIA

18h João Gil
19h45 Gregão
21h30 R-Jay
23h15 Mark´s
01h Double C
02h45 Child
04h30 Speed
06h15 Flash
08h Gran Master Ney
09h45 Betão Grooves
11h30 Lobato
13h15 J-Key
15h Magoo
16h45 Marcelos e os Filhos

PISTA AROUCHE
(Largo do Arouche, em frente à Rua Rego Freitas)

18h Edson B
20h Edinei
22h Vadao
00h Mauro Borges
02h Juliana Lopes
04h Adriano Trulli
06h Ricardo Coppini
08h Shine
10h Dj Ramer
12h Jah Costa
14h Carla Tutti
16h Dimy Soler

LGO. DO PAISSANDÚ
(Sacada da Virada)

21h Rubens Peterlongo
22h Anvil Fx
23h Camilo Rocha
00h Mavis
01h Database
02h Sayhoooo!
03h Souksouklow
04h Thomash
05h Gui Aka Ugi
06h Coletivo Voodoohop

Para mais informações: http://viradacultural.org/

Anúncios

Arte em capas de discos

As capas de álbuns sempre me chamaram muito atenção. Quando mais novo ficava impressionado com os desenhos do Eddie nas capas do Iron Maiden, entre outros,  e mais tarde comecei a me impressionar ainda com os conceitos inseridos dentro da imagem para transmitir uma mensagem. Como a capa de um livro, deve ter uma ligação com seu conteúdo. Uma capa que você bata o olho e saiba que é condizente com o estilo do artista. Cara, isso é arte!
Vou tentar fazer um pequeno resumo da história e as capas que eu mais considero relevantes em termos de revolução:

"Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band" - Psicodelia

"Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band" - Psicodelia

A revolução na concepção das capas teve início na década de 60 com (claro) o Beatles, sendo os primeiros a ousar sair do convencional. (os Rolling Stones, claro, logo atrás). Nessa época a liberdade criativa era maior, ja que se tratavam de vinis. Mais possibilidades right?
Um exemplo disso vem dos próprios Stones com a capa de Sticky Fingers, álbum lançado em abril de 1971 que trazia a parte frontal de uma calça jeans com um zíper de verdade (!) que abria e fechava, idéia de ninguém menos que Andy Warhol (executada pelo artista Craig Braun). O lado negativo ficava por conta do extremo cuidado ao manusear o zíper, afim de evitar que o mesmo arranhasse o vinil.
stickyfingerssticky-fingers-zipper2

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda nos anos 70 surgira a onda de se fazer capas “furadinhas”, recortadas com algumas janelas que formavam imagens com auxilio do encarte interno (Some Girls, 1978) mas quem surpreendeu de verdade foi o Led Zeppelin com o Led Zeppelin lll em 1970 que trazia um disco de papelão interno que, ao ser acionado, mudava os temas e as figuras da capa. Um dos meus favoritos. Em 75, o Led lançava Physical Graffiti, considerado por muitos uma das melhores capas de todos os tempos. A foto de um prédio com as janelas recortadas, e no encarte várias pequenas fotos eram visualisadas por entre elas, dando um efeito vislumbrante.
pgrt
Alice Cooper (com quem eu simpatizo bastante) teve ao menos 3 capas clássicas. School’s Out (1972) tinha a imagem de uma carteira escolar bastante popular nos Estados Unidos, com inúmeros rabiscos. Ela ainda podia ser aberta e dentro se visualizava algumas coisas que um aluno poderia guardar ali, como bolas de gude, estilingue, lapis, caderno, canivete, etc. Mas o que chamava atenção de verdade é que o vinil vinha dentro de uma calcinha (de papel). Detalhe que as leis americanas proibiam roupas íntimas inflamáveis e então os 1 milhão e meio de calcinhas confeccionadas tiveram que receber um tratamento químico especial e as calcinhas passaram a ter uma textura parecida com algodão, mas isso claramente levou a gravadora a ter um enorme prejuízo.

Ja que disse que eram 3, vale citar também os lançamentos Billion Dollars Babies (1973) que trazia no interior uma nota de dólar estampada com uma foto dos membros da banda, e Muscle of Love (também de 1973) que vinha numa luxuosa embalagem de papelão.

Ja pararam pra pensar nas semelhanças do formato do vinil? chato, redondo… E os americanos do Grand Funk Railroad tiveram a brilhante idéia de lançar um álbum cuja capa fosse uma moeda.
funk Uma capa redonda de papel metalizado e em alto relevo (a versão japonesa lançada mais tarde, em cd, apresentava um papel acinzentado opaco, assim como a versão nacional. Mais recentemente os japoneses deram um acabamento merecido ao disco, lançando o cd dentro de uma latinha imitando uma moeda, e com o preço la nas alturas.). A banda lançou ainda We’re an American Band (1973) uma capa toda dourada e com o vinil amarelo, e Shinin’ On (1974), primeira capa a ter o efeito ‘3D’. Para tal, vinha ainda com um óculos especial que podia ser destacado.

Vale ainda citar outros exemplos afora as revoluções nos conceitos da produção, materiais utilizados e formatos,  como Nevermind do Nirvana, London Calling do The Clash, The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd, Unknown Pleasures  do Joy Division, Demons and Wizards do Uriah Heep, The Queen is Dead do The Smiths, License to Ill do Beastie Boys (+ o verso é sensacional), The Velvet Underground & Nico do Velvet Underground, Goo do Sonic Youth, 1984 do Van Halen (sensacional!), Fugazi do Marillion, Insomniac do Green DayDay e Age do The Killers, o homônimo do The Cure e os do Iron Maiden, claro! Isso entre muitos, muuuuitos outros.

Fato é que design, fotografia e tudo mais que envolve são partes fundamentais na composição de um álbum de sucesso. Uma boa capa ajuda a vender, ainda que a banda seja uma porcaria e isso justifica os altos valores pagos pelas gravadoras aos artistas que os criam, como Derek Riggs, Peter Bagge, Melvyn Grant, David Patchett, Tom Adams, Drew Struzan, entre outros.

Uma pena que a redução do tamanho imposta pelo CD diminua as chances de se criarem peças tão criativas e inspiradoras como os exemplos acima, mas se acontecer, estaremos postando. Sei que ficou faltando bastante coisa mas eu estou no trabalho e é complicado lembrar tudo hahaha.

Ouvindo: Evile – ‘thrasher’