Archive for the ‘ Design ’ Category

Bancos de Imagem

Quem trabalha com edição de imagens (o que não é o meu caso, ja que tenho dificuldade até em vetorizar um quadrado) sabe como é difícil encontrar bancos de imagens decentes, seja pela qualidade ou pela quantidade. Mas o tio Dan vasculhou a internê e trouxe uma lista de links interessantes.

Seque a lista de sites com banco de imagens grátis.
em alta / média resolução.

Aos designers (ou intrometidos como eu) uma bela dica!

Galera,

Viajando pela net, achei uma parada interessante pra quem curte design e tal.

No link abaixo vai uma ‘open source’ free de vetores gráficos. Tem muita coisa interessante pros mais variados temas.

Vale o click!

vectorresource1

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Boa viagem!

Opa… esquecí o link (animal eu, não?)

http://speckyboy.com/2009/09/18/49-amazing-resources-for-free-vector-graphics/

agora sim…

Outro, tchau!

Máquinas e cases – Aprilia

No terceiro quilômetro da saga, começo a semana com mais uma italiana de tirar o fôlego.

Propaganda censurada da Aprilia  "Assentos Gama: Vários tamanhos pequenos"

Propaganda censurada da Aprilia "Assentos Gama: Vários tamanhos"

Alberto Baggio em 1968  na cidadezinha de Noale, em Veneza, montou sua primeira fábrica de motos, a Aprilia. Este nome ganhou fama somente em 1970 quando a scooter de 50 cc Scarabeo foi lançada.

A primeira moto de competição, saiu em 1974 e seus primeiros títulos, em 1977 no campeonato italiano de motocross, para categorias de 125 a 200 cc. A partir de 1985, dentro do MotoGP, nomes como Biaggi, Capirossi, Gramigni, Locatelli, Sakata, Rossi, Poggiali e Lorenzo, fizeram com que a marca se consolidasse no mercado e obtivesse o respeito mundial dos apaixonados por motos. Desde então a equipe possui 40 títulos mundiais, incluindo 33 em MotoGP.

No anos 90 a diretoria da empresa decide abranger o mercado de transportes urbanos e a criatividade sem limites fez com que a primeira moto toda em plástico, Amico, fosse lançada, além da volta melhorada da tradicional Scarabeo, onde manteve o design de vespa, mas chegou com freio dianteiro à disco, dentre outras tecnologias.

Amico

Amico

Scarabeo

Scarabeo

A fim de exportar suas motos, a Aprilia investiu em publicidade pesada para atrais novos clientes. Todo o material desenvolvido na Itália, teve de ser adaptado e algumas vezes reformulado para caber ao público de cada continente. Os frutos de uma completa solução de comunicação integrada foram estratégias de comunicação na publicidade impressa e televisiva, materiais de marketing aos revendedores e formação dos mesmos, excursões com os proprietários, eventos para lançamentos de produtos e reuniões com os revendedores.

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Todos os olho estarão voltados à você. Prepare-se

Todos os olho estarão voltados à você. Prepare-se

Promoção "Compre uma moto e ganhe férias na Itália"

Promoção "Compre uma moto e ganhe férias na Itália"

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Minha favorita, que divulga a Shiver, uma moto “naked” (como o próprio nome diz, são motos ‘peladas’, com design despojado e futurista), trasmite extamente est sensação ao leitor.

"Está chegando. E nua"

"Está chegando. E nua"

A principal moto da marca é a RSV4, que é o destaque nas pistas de corrida. Esta moto também a mesma que a Megan Fox pilota no filme Transformers.

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Cena de Transformers

Cena de Transformers

Estas motos apareceram também no filme Fúria em Duas Rodas, onde os protagonistas faziam o possível [e o impossível] sobre elas.

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E para finalizar, segue o vídeo censurado da propaganda em que o público contestou (mais uma vez a hipócrita sociedade) a sexualidade à qual o contexto remete.

Un beso!

X Box 360 – Project Natal

Esse post é em homenagem ao nosso querido Dan, que faz aniversário hoje, mas não quer revelar quantas primaveras ele está completando. Parabéns menino chato de nossos corações!

Creio que muita gente já esteja por dentro, mas não deixa de ser interessante e resolvi colocar aqui algumas informações e também o vídeo promocional da nova invenção da Microsoft.

O  Project Natal para o X Box 360, promete aposentar os controles e revolucionar os games.

São diversos sensores que ficam frente a TV, que reconhecem voz, expressão facial e movimentos corporais tornando o corpo do jogador, seu próprio controle. As possibilidades são inúmeras com este sofisticado aparelho.

O vídeo fala por si só:

Curiosidade: Steven Spielberg está trabalhando em games para o Project Natal. Entretanto ainda não foi apresentado seu game, mistério para a próxima E3.

 

E vamo que vamo, rumo às 5mil visitas! 😀

Máquinas e cases – Ducati

Mais uma estratégia para atrair leitores...

Mais uma estratégia para atrair leitores...

Dando continuidade à análise de propagandas e estratégias de marketing das grandes marcas do mercado de motos, lhes trago hoje a italianíssima Ducati.

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A empresa italiana da casa de Bologna, renascida após a II Guerra mundial em 1954, fabricava motores auxiliares para bicicletas e motos. Suas primeiras motos não possuíam seta nem retrovisor. Diferenciavam-se das japonesas principalmente pelo motor em forma de “L”, quebrando o design ao qual estávamos acostumados, trazidos pelas nipônicas.

No Brasil, diante de Honda’s e Kawasaki’s, em 1977,  Salvatore Amato em sua Ducati 750S ganhou o Campeonato Paulista de Motorsport (de 600 a 1.300 cilindradas) fazendo com que a marca se tornasse famosa no país.

Salvatore Amato

Salvatore Amato

Em 1994, a empresa italiana lança sua maior lenda: a Ducati 916. Vencedora de inúmeros prêmios, não só em motociclismo como também em arte e design, a 916 é um clássico atemporal que evoluiu para 996, 998 e agora 999 mostrando todo seu pedigree para corridas tornando-a uma das favoritas dos pilotos.

Acompanhe a evolução:

916

916

996

996

998

998

999 Oh my...!

999 Oh my...!

Em 2007, a Ducati realizou uma alteração em sua divisão departamental que assustou alguns profissionais da área de comunicação e de marketing. Simplesmente aboliu o departamento passando a realizar ações através de uma “comunidade” , a Ducatisti , disposta na internet, funciona como um fórum que  diretamente com seus clientes visa soluções de design, organizar eventos e encontros, atrair novos clientes e até anúncios. É mais uma empresa de motocicletas apostando no Marketing de Relacionamento. Amante de marketing, a empresa possui novamente não somente um departamento, mas uma gama de executivos que trabalham na inovação e divulgação da marca pelo mundo.

Eles também apostaram em merchandising, “emprestando” máquinas com designs diferenciados para filmes Hollywoodianos. É o caso de Matrix, Blade,  Rollerball e Yes Man.

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Wesley Snipes e a estrela

Wesley Snipes e a estrela

Filme Rollerball

Filme Rollerball

Jim Carrey, chamando ela no grau

Jim Carrey, chamando ela no grau

Além das estrelas da música internacional:

Dá-lhe Bey!

Dá-lhe Bey!

Em Toxic, a Srta. Spears e o bem aparentado Tyson Beckford, numa 999S

Em Toxic, a Srta. Spears e o bem aparentado Tyson Beckford, numa 999S

Campanhas:

Valentine's Day - Campanha criada pela Mattos Grey/2007

Valentine's Day - Campanha criada pela Mattos Grey/2007

Aqui a campanha mostra as vantagens da moto contra seus concorrentes indiretos, os automóveis.

Aqui a campanha mostra as vantagens da moto contra seus concorrentes indiretos, os automóveis.

Outra campanha interessante foi a Ducati People, de 2003 e 2004, onde a empresa incentivou proprietários das motos a enviarem fotos com suas Ducati e descrições de seus estilos de vida. Foi um sucesso o grande número de footgrafias enviadas, porém somente 26 participantes foram escolhidos para voar até Bologna e serem fotografados profissionalmente.

A marca também possui roupas, acessórios e fez parceria com empresas chiquérrimas como MAC, Harrods e Roberto Cavalli, além de ter visto suas peças dando voltas ao mundo através da parceria com a DKNY.

E pra mulherada Tom Cruise nos bons tempos!

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É isso, aí!

Coloquem seus capacetes e vrum vrum, até semana que vem!

Máquinas e cases – Harley Davidson

Para chamar atenção dos leitores!

Para chamar atenção dos leitores!

Olá leitores sedentos por uma dose do nosso bar,

Para quem não sabe, além da dança eu também sou apaixonada por motos. Decidi então, iniciar aqui uma pesquisa e análise de cases das marcas das grandes e caríssimas motos que eu e muitos sonham em ter um dia.

Digna de estréia: Harley Davidson.

Ter uma Harley vai além de ter somente uma grande moto. É ser membro da maior  comunidade de motociclistas do mundo, é ter um estilo de vida selvagem (Booorn to be wiiild!), é sentir-se o dono do mundo que se descobre a cada quiilômetro percorrido. Todos esses sentimentos foram cuidadosamente plantados na mente dos seus clientes e funcionários (cerca de 5.500). Quantas marcas conhecemos em que os clientes tatuam sua logomarca no braço e sentem orgulho disso?!

Nascida em 1903 e ficando ainda mais famosa pelo filme “Sem Destino” , a Harley Davidson Inc. acredita e trabalha totalmente no Marketng de Relacionamento e ela faz isso de dentro para fora. Todos os funcionários da empresa desfilam pelas lojas com os modelitos dos catálogos, conversam com os clientes como “brothers” unidos por uma mesma família, além de realizarem tours de visitas nas fábricas. E tudo isso com boa vontade, nada daquela hipocrisia ou treinamentos de “como atender seu cliente” ou coisas do tipo.

Modelo consagrado pelo filme

Modelo consagrado pelo filme

É exatamente essa parceria que existe entre a empresa e seu cliente que faz com que a Harley seja um produto que ultrapassa as barreiras da idade, sexo e classe social , proporcionando a seu público-alvo um perfil abrangedor, do qual só não fazem parte aqueles que não gostam de motocicletas.

A empresa de William Harley e Arthur Davidson teve seus altos e baixos, tão baixos que nos anos 60 quando as motos japonesas invadiram o Novo Mundo, os donos a venderam para administradores tão ruins que pioraram ainda mais a situação fabricando motos com montagens e insumos de péssima qualidade. Nada como alguém da própria família para salvar o legado criado pelo seu avô, quando William Davidson e um empréstimo milionário, re-comprou a marca e deu cara nova à ela, mostrando para os executivos do mundo todo que tratar o cliente bem, ouvi-lo e atendê-lo é o melhor que se pode fazer por uma empresa para que tudo corra bem.

Mudando a imagem associada aos bad-boys, gangues, motoqueiros marrentos e encrenqueiros, os estudos mostram que 75% dos clientes retornam para uma nova compra. Toda essa fidelidade é graças a estratégia mais inteligente que a empresa fez: o clube “Harley Owners Group” é um grupo de proprietários das motos que, junto com diversos funcionários da Harley, saem pelas estradas afim de grandes experiências, organizam rallys para fortalecer o relacionamento com os clientes através de troca de idéias, críticas e sugestões sobre as motos, que agregadas à viagem e o passeio em si, faz com que eles sintam-se parte de uma grande família. Em 1987 os membros do clube resgistrados batiam a marca de 73 mil e atualmente os motqueiros ultrapassam os 450mil.

Em 1983, a empresa lança a campanha SuperRide que autorizava 600 revendedores a convidar pessoas para realizarem test-drives nas motos. Cerca de 400mil clientes potenciais compareceram às lojas e 60% compraram não só o produto mas a “Harley Experience”, onde ganhavam um ano como sócios do clube recebendo revistas, informativos, roupas e tudo que se tratava de Harley Davidson, o que aumentou também o número de vendas em acessórios que levavam a marca e fez com que a marca fosse uma das mais bem sucedidas nos anos 90.

Vrum vrum! Abaixo minhas preferidas:

Fat Boy Shrine Special Edition Roxa

Fat Boy Shrine Special Edition Roxa

V Rod ou The Muscle

V Rod ou The Muscle

Sportster 883

Sportster 883

Propaganda:

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Arte em capas de discos

As capas de álbuns sempre me chamaram muito atenção. Quando mais novo ficava impressionado com os desenhos do Eddie nas capas do Iron Maiden, entre outros,  e mais tarde comecei a me impressionar ainda com os conceitos inseridos dentro da imagem para transmitir uma mensagem. Como a capa de um livro, deve ter uma ligação com seu conteúdo. Uma capa que você bata o olho e saiba que é condizente com o estilo do artista. Cara, isso é arte!
Vou tentar fazer um pequeno resumo da história e as capas que eu mais considero relevantes em termos de revolução:

"Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band" - Psicodelia

"Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band" - Psicodelia

A revolução na concepção das capas teve início na década de 60 com (claro) o Beatles, sendo os primeiros a ousar sair do convencional. (os Rolling Stones, claro, logo atrás). Nessa época a liberdade criativa era maior, ja que se tratavam de vinis. Mais possibilidades right?
Um exemplo disso vem dos próprios Stones com a capa de Sticky Fingers, álbum lançado em abril de 1971 que trazia a parte frontal de uma calça jeans com um zíper de verdade (!) que abria e fechava, idéia de ninguém menos que Andy Warhol (executada pelo artista Craig Braun). O lado negativo ficava por conta do extremo cuidado ao manusear o zíper, afim de evitar que o mesmo arranhasse o vinil.
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Ainda nos anos 70 surgira a onda de se fazer capas “furadinhas”, recortadas com algumas janelas que formavam imagens com auxilio do encarte interno (Some Girls, 1978) mas quem surpreendeu de verdade foi o Led Zeppelin com o Led Zeppelin lll em 1970 que trazia um disco de papelão interno que, ao ser acionado, mudava os temas e as figuras da capa. Um dos meus favoritos. Em 75, o Led lançava Physical Graffiti, considerado por muitos uma das melhores capas de todos os tempos. A foto de um prédio com as janelas recortadas, e no encarte várias pequenas fotos eram visualisadas por entre elas, dando um efeito vislumbrante.
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Alice Cooper (com quem eu simpatizo bastante) teve ao menos 3 capas clássicas. School’s Out (1972) tinha a imagem de uma carteira escolar bastante popular nos Estados Unidos, com inúmeros rabiscos. Ela ainda podia ser aberta e dentro se visualizava algumas coisas que um aluno poderia guardar ali, como bolas de gude, estilingue, lapis, caderno, canivete, etc. Mas o que chamava atenção de verdade é que o vinil vinha dentro de uma calcinha (de papel). Detalhe que as leis americanas proibiam roupas íntimas inflamáveis e então os 1 milhão e meio de calcinhas confeccionadas tiveram que receber um tratamento químico especial e as calcinhas passaram a ter uma textura parecida com algodão, mas isso claramente levou a gravadora a ter um enorme prejuízo.

Ja que disse que eram 3, vale citar também os lançamentos Billion Dollars Babies (1973) que trazia no interior uma nota de dólar estampada com uma foto dos membros da banda, e Muscle of Love (também de 1973) que vinha numa luxuosa embalagem de papelão.

Ja pararam pra pensar nas semelhanças do formato do vinil? chato, redondo… E os americanos do Grand Funk Railroad tiveram a brilhante idéia de lançar um álbum cuja capa fosse uma moeda.
funk Uma capa redonda de papel metalizado e em alto relevo (a versão japonesa lançada mais tarde, em cd, apresentava um papel acinzentado opaco, assim como a versão nacional. Mais recentemente os japoneses deram um acabamento merecido ao disco, lançando o cd dentro de uma latinha imitando uma moeda, e com o preço la nas alturas.). A banda lançou ainda We’re an American Band (1973) uma capa toda dourada e com o vinil amarelo, e Shinin’ On (1974), primeira capa a ter o efeito ‘3D’. Para tal, vinha ainda com um óculos especial que podia ser destacado.

Vale ainda citar outros exemplos afora as revoluções nos conceitos da produção, materiais utilizados e formatos,  como Nevermind do Nirvana, London Calling do The Clash, The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd, Unknown Pleasures  do Joy Division, Demons and Wizards do Uriah Heep, The Queen is Dead do The Smiths, License to Ill do Beastie Boys (+ o verso é sensacional), The Velvet Underground & Nico do Velvet Underground, Goo do Sonic Youth, 1984 do Van Halen (sensacional!), Fugazi do Marillion, Insomniac do Green DayDay e Age do The Killers, o homônimo do The Cure e os do Iron Maiden, claro! Isso entre muitos, muuuuitos outros.

Fato é que design, fotografia e tudo mais que envolve são partes fundamentais na composição de um álbum de sucesso. Uma boa capa ajuda a vender, ainda que a banda seja uma porcaria e isso justifica os altos valores pagos pelas gravadoras aos artistas que os criam, como Derek Riggs, Peter Bagge, Melvyn Grant, David Patchett, Tom Adams, Drew Struzan, entre outros.

Uma pena que a redução do tamanho imposta pelo CD diminua as chances de se criarem peças tão criativas e inspiradoras como os exemplos acima, mas se acontecer, estaremos postando. Sei que ficou faltando bastante coisa mas eu estou no trabalho e é complicado lembrar tudo hahaha.

Ouvindo: Evile – ‘thrasher’